sexta-feira, 28 de março de 2014

700 ANOS DA MORTE DO GRÃO MESTRE JACQUES DE MOLAY

               

            Em 18 de março de 2014, completou-se

700 anos da morte na fogueira, na porta da Catedral de Notre Dame, França, do “último” Grão Mestre Jacques De Molay e de vários outros Cavaleiros da Ordem Templária, todos inocentes das inconsistentes acusações.  
                     Muitos Templários continuam aguardando o reconhecimento do erro cometido. Não basta o “descobrimento” e revelação do documento de Chinon (*) que veio trazer à luz a injustiça cometida contra a Ordem do Templo, é preciso mais, é necessário o pedido público de perdão.
                    Em 1307 DC, Filipe “o belo”, um rei maquiavélico, cruel, sanguinário, ganancioso e covarde buscava acertar as finanças da falida França, para isso, tramou roubar e se apossar das riquezas da Ordem. Desta forma, tramou a prisão de Jacques De Molay que no dia 12 de outubro foi um dos que carregou o caixão no funeral da cunhada do rei Filipe, Caratarina de Courtenay.
No dia seguinte (uma sexta feira 13 – daí vem a maldição deste dia), Jacques De Molay foi preso por Guilherme de Nogaret e Reinaldo Roy no complexo do Templo, além dos limites de Paris. Também 15 mil Cavaleiros, sargentos, capelães, serviçais e trabalhadores foram arrebanhados pelo rei em um só dia, poucos foram os que escaparam.
                 Tudo estava tramado para confiscar os bens dos Templários, assim como fizeram com os judeus e os lombardos alguns meses antes na França. Vale ressaltar que “os Templários não eram estrangeiros como os lombardos e nem infiéis como os judeus. Eram membros de uma de uma corporação orgulhosa e poderosa que se encontrava sob jurisdição eclesiástica, sujeita não ao rei, mas ao Papa”. Filipe alegara que os mandatos de prisão tinham implicado consulta prévia “ao nosso mais santo padre em Cristo, o Papa”.
                    Na verdade o Papa Clemente V não havia sido consultado e enviou ao rei uma indignada repreensão na qual entre outras coisas dizia “violastes, em nossa ausência, todas as regras e deitastes a mão a pessoas e propriedades dos Templários. Vós também os aprisionastes e, o que nos entristece ainda mais, não os tratastes com a devida clemência...” no entanto em tudo o que disse o Papa em momento nenhum declarou se acreditava ou não nas acusações feitas contra os Templários,  sua objeção foi principalmente à usurpação de sua prerrogativa e à traição de confiança”.
                 Para conseguir a confissão dos templários, das barbáries engendradas, os mesmos foram torturados abruptamente com métodos cruéis como o cavalete, que distendia os membros de um homem a ponto de deslocar sua articulações; a estrapada onde uma corda era amarrada nos braços virados para trás e ele levantado; esfregar gordura nas solas dos pés e aproximá-los do fogo, onde muitas vezes, seus ossos ficavam expostos, como aconteceu com Bernardo de Vado, sacerdote do Templo. Além disso eram postos a ferros, passando a pão e água, e proibidos de dormir. Tudo isso o Papa poderia impedir impondo sua autoridade, se fosse capaz de frustrar o ataque do rei, visto que em 1308, o documento de Chinon comprovara sob minuciosa investigação que os Templários eram INOCENTES.
                   Ao ser levado à presença dos Cardeais enviados pelo Papa para interrogá-lo o Grão Mestre Jacques De Molay rasgou sua camisa de cima a baixo para mostrar as marcas das torturas em seu corpo e os “Cardeais choraram amargamente e foram incapazes de falar”.
                     Quando Filipe soube que os Cardeais não condenaram os Templários, escreveu para o Papa ameaçando acusá-lo dos mesmos pecados, mas, o Papa respondeu, que “preferia morrer a condenar homens inocente” e em fevereiro de 1308 ordenou a Inquisição que suspendesse o processo contra os Templários, mas o rei os manteve presos.
                   Historiadores acham que “é possível que o Papa decidiu que os Templários deveriam ser sacrificados pelo bem da Igreja”, acovardando-se.
                  Fora da França a notícia era de que o Papa Clemente V “era um fantoche nas mãos do rei Filipe o belo”.
                 Jacques De Molay disse a Comissão que “acreditava em um só Deus e numa Trindade de Pessoas e em outras coisas pertencentes à fé católica (...) e quando a alma estivesse separada do corpo, então ela seria visível para quem fosse bom e para quem fosse mau, e cada um de nós saberia  a verdade dessas coisas que nós estivéssemos fazendo no momento’.
                  Segundo Pedro de Bolonha a tortura removia qualquer “liberdade de espírito, que é o que todo homem deve ter”.
                  O arcediago de Orleans e um dos carcereiros dos Templários, Filipe de Voet contou a comissão papal que muitos Templários haviam jurado antes de morrer “que as acusações contra a Ordem eram falsas”.
                 O rei Filipe teve a cobertura do Papa Clemente V para conseguir seu intento, pois, na época, o Papa se acovardou, omitindo-se por ocasião da injusta prisão Jacques de Molay e inúmeros Cavaleiros Templários, diante das graves acusações mentirosas.
                 Enquanto ardia na fogueira em 18 de março de 1314, vítima da covardia e da ganância, Jacques De Molay convocou ao rei e ao Papa a se apresentarem no Tribunal Divino dentro do prazo de um ano, para prestarem contas de seus feitos. Assim foi feito, o Papa Clemente V, morreu em 20 de abril de 1314 e o rei Filipe, morreu em 29 de novembro do mesmo ano, cumpriu-se as palavras do Grão Mestre da Ordem.
                    Os gananciosos conseguiram ficar com os bens imóveis da Ordem, quanto aos bens móveis, estes nunca foram encontrados, muito menos os seus segredos que foram passados de geração em geração, aos verdadeiros Templários. Segredos que em sua maioria encontram-se cifrados no Evangelho Espiritual de João, velados aos profanos e aos indignos de “conhecerem os mistérios de Deus”.
                    Não é a Ordem do Templo que necessita de perdão e sim o Vaticano e o Governo da França pela crueldade cometida. Ou será que queimar pessoas vivas e caluniá-las fazem parte de suas doutrinas religiosas e/ou políticas?
                  Uma coisa é certa, o verdadeiro tesouro só pode ser conquistado pela lapidação do Espírito, onde somente os puros de coração tem acesso a ele.

             Dentre documentos e relíquias produzidas com datas retroativas, que visassem consertar ou atenuar feitos passados, e que vêm - em momentos oportunos - "surgir em depósitos secretos", o documento de Chinon, veio à luz, quando começou a se tornar pública a execução dos últimos líderes da ordem, considerada por alguns como a maior injustiça da Inquisição Medieval, a prisão e tortura - por sete anos - de Jacques de Molay, que poderia ter-se expiado simplesmente confirmando as acusações - agora aparece como confessando, sendo assim absolvido, mas continuaria preso e terminaria queimado - o documento parece mesmo ter sido produzido após 1314, com a finalidade de atenuar a provável exposição da crueldade papal e também da obstinação deste homem em se manter fiel à verdade, mesmo que isto lhe custasse a vida.
                         O pergaminho de Chinon foi preparado por Robert de Condet, clérigo da diocese de Soissons. Os notários foram Umberto Vercellani, Nicolo Nicolai de Benvenuto, Robert de Condet e o mestre Master Amise d’Orléans le Ratif. As testemunhas foram o Irmão Raymond, abade do monastério beneditino de St. Theofred, Mestre Berard de Boiano, arquediácono de Troia, Raoul de Boset, confessor e cânone de Paris, e Pierre de Soire, superintendente deSaint-Gaugery em Cambresis.
                         Mesmo antes do Vaticano anunciar a sua existência, muitos livros de referência sobre os Templários já citavam o Pergaminho de Chinon. Em 2002, a Dra. Barbara Frale localizou uma cópia do pergaminho nos arquivos do Vaticano.
                       Em outubro de 2007, o Vaticano anunciou que liberaria uma cópia do Pergaminho de Chinon, após "700 anos". Nós Templários, esperamos por isso do Vaticano, merecemos isso e não descansaremos enquanto a JUSTIÇA não for feita e a Igreja se manifeste pedindo desculpas públicas pelo seu erro e omissão.
                     Cabe aos chefes dos Estados do Vaticano e da França tornarem público os seus pedidos de perdão à Ordem e cabe aos verdadeiros Templários, ao sentirem sinceridade em tais pedidos, externarem publicamente os seus aceites.



quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

JUAN GELMAN



                     Faleceu dia 14 de janeiro de 2014, na Cidade do México, o poeta, jornalista e tradutor Juan Gelman ,argentino,nascido em Buenos Aires3 de maio de 1930 .
                    Tem uma pequena coletânea de poemas publicada em Portugal em 1998 pela editora Quetzal, No avesso do mundo e
no Brasil há três edições de sua poesia: Amor que serena, termina? (antologia traduzida por Eric Nepomuceno), Isso (traduzido por Leonardo Gonçalves e Andityas Soares de Moura) e Com/posições (traduzido por Andityas Soares de Moura).
                    Reconhecido tanto pela qualidade dos seus versos quanto pela sua militância política, Gelman publicou mais de 20 livros e recebeu em 2007 o prêmio Cervantes, o principal em língua espanhola.
                   Foi também um ícone da resistência à ditadura na argentina. Perseguido pelos militares, se exilou primeiro na Itália, nos anos 1970.
                   Por ter desacreditado da eficácia da luta armada e dos rumos que tomaram os grupos de esquerda, foi condenado à morte pelo grupo guerrilheiro Montoneros.
                   Em artigo publicado em 2008 , Clóvis Rossi escreveu :
                 "Gelman teve a penosa honra de ter sido condenado à morte duas vezes, por entidades opostas, aliás" —referência aos militares e aos guerrilheiros. "Em ambos os casos, por olhar para os fatos e dizer que os fatos eram como eram".
                Juan Gelman, poeta da alma mexicana, poeta maior, está morto", escreveu, no Twitter, o presidente do Conselho Nacional para a Cultura e as Artes (Conaculta), Rafael Tovar.
                O jornal mexicano Milenio, onde Gelman tinha uma coluna semanal, revelou que o poeta morreu em casa, sem precisar a causa do falecimento.

                 Gelman era considerado um dos grandes poetas da língua espanhola e também um incansável lutador contra a impunidade das ditaduras do Cone Sul.

                 Por sua obra literária - que inclui os livros de poesia Violín y otras cuestiones e Gotán - Gelman recebeu numerosos prêmios, como o Cervantes e o Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana.

                     Filho de imigrantes judeus ucranianos, Gelman perdeu durante a última ditadura argentina (1976-1983) o filho Marcelo, assassinado, e a nora María Claudia García, que segue desaparecida.

                    Claudia García foi sequestrada em Buenos Aires em 1976 - grávida - e levada ao Uruguai. A criança nasceu no território uruguaio, onde foi entregue à família de um policial.Gelman lutou durante anos para encontrar a neta e obter justiça.
Segundo Marta Schwindt,payadora argentina:
                -- Durante la época de la dictadura argentina, Gelman sufrió el secuestro de su hija Nora Eva, y la desaparición de su hijo Marcelo Ariel y de su nuera María Claudia Iruretagoyena.
                  Luego de una intensa búsqueda por varios años, el 7 de enero de 1990 el Equipo Argentino de Antropología Forense identificó los restos de su hijo Marcelo, encontrados en un río de San Fernando dentro de un tambor de grasa lleno de cemento. Se determinó también que había sido asesinado de un tiro en la nuca.
                  Fue hasta 1998 Gelman descubrió que su hija fue llevada a Uruguay por medio del Plan Cóndor, que vinculaba a las dictaduras sudamericanas y Estados Unidos, y que había sido mantenida con vida al menos hasta dar a luz a una niña en el Hospital Militar de Montevideo.”

Oración

Habítame, penétrame.
Sea tu sangre una como mi sangre.
Tu boca entre a mi boca.
Tu corazón agrande el mío hasta estallar.
Desgárrame.
Caigas entera en mis entrañas.
Anden tus manos en mis manos.
Tus pies caminen en mis pies, tus pies.
Árdeme, árdeme.
Cólmeme tu dulzura.
Báñeme tu saliva el paladar.
Estés en mí como está la madera en el palito.
Que ya no puedo así, con esta sed
quemándome.

Con esta sed quemándome.
La soledad, sus cuervos, sus perros, sus pedazos.

Lo que cava

La sangre corcovea 
en todos los rincones, en 
el alma superior, en su orgullo,
en los perros con olor a furia.
El ser amado convierte
la humillación en asombro y vengo aquí
para decir que te amo. El domingo
del payaso prueba la desolación.
La emoción contra la pared
espera que la fusilen.
Nuestros cuerpos conocen esa pared.
Es una atadura del sol
que cava y cava.


Te nombraré veces y veces...

Te nombraré veces y veces.
me acostaré con vos noche y día.
Noches y días con vos.
Me ensuciaré cogiendo con tu sombra.
Te mostraré mi rabioso corazón.
Te pisaré loco de furia.
Te mataré los pedacitos.
Te mataré una con Paco.
Otro lo mato con Rodolfo.
Con Haroldo te mato un pedacito más.
Te mataré con mi hijo en la mano.
Y con el hijo de mi hijo  muertito.
Voy a venir con Diana y te mataré.
Voy a venir con José y te mataré.
Te voy a matar derrota.
Nunca me faltará un rostro amado 
para matarte otra vez.
Vivo o muerto  un rostro amado
hasta que mueras 
dolida como estás ya lo sé.
Te voy a matar  yo
te voy a matar.




terça-feira, 15 de outubro de 2013

OS CAVALEIROS TEMPLÁRIOS

                      
AS VISAGENS DE UM TEMPLÁRIO
 Rodrigo Canani Medeiros

Um cavaleiro templário
vigia a “Porta de Sangue”
onde outrora este Castelo,
de Tomar, em Portugal,
foi palco de resistência
das ofensivas mouriscas,
de califas e almóadas.

Do alto destas muralhas
o Cavaleiro de Cristo
mira longe a Estremadura
e se põe a refletir...


                     
                                                                        Jacques de Molay
                                                                      Hugo de Payens
                                                       Cavaleiros Templário


                      A Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, melhor conhecida como Ordem dos Templários é uma Ordem de Cavalaria criada em 1118, na cidade de Jerusalém, por nove cavaleiros de origem francesa, entre os quais Hugo de Payens e Geoffroy de Saint-Omer, visando a defesa dos interesses e proteção dos peregrinos cristãos na Terra Santa.
                        Sob a divisa Non nobis, Domine, non nobis, sed nomini Tuo da gloriam (Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Vosso nome daí a glória), tornou-se, nos séculos seguintes, numa instituição de enorme poder político, militar e econômico.
Inicialmente, as suas funções limitavam-se à proteção dos peregrinos que se deslocavam aos locais sagrados, nos territórios cristãos conquistados na Terra Santa, durante o movimento das Cruzadas. Nas décadas seguintes, a Ordem beneficiou-se de inúmeras doações de terra na Europa que lhe permitiram estabelecer uma rede de influências em todo o continente.
                      No dia 13 de Outubro de 1307, uma Sexta-feira, foi preparada uma armadilha à Ordem dos Templários, pelo papa Clemente V, sob pressão do Rei da França Philip IV-O Belo-Foram enviadas inúmeras missivas com o selo papal para diferentes pontos da Europa indicando que fossem abertas exatamente a uma hora.
                      O teor acusava peremptoriamente os Templários de traição à Igreja, declarando os hereges, sendo por isso da máxima importância o seu extermínio. A Ordem dos Templários foi praticamente extinta, refugiando-se um pequeno grupo nas ilhas britânicas, um outro grupo em França sobre o nome de Priorado de Sião, e em Portugal, sob guarda do Rei D. Dinis, um outro grupo de sobreviventes criou a Ordem de Cristo.
                    O massacre dos templários deu-se em  França , no dia 13 ,a uma sexta feira do ano de 1307. Esse foi de facto para os Templários um mau dia. Nascia assim o dia de todos os azares. E ainda hoje, sempre que é sexta-feira 13, acreditamos que seja um mau dia!
                      O Grão-mestre Jacques de Molay e outros três Cavaleiros do topo da hierarquia da Ordem, que num primeiro momento, sob tortura, reconheceram ter praticado estes "crimes" foram condenados à prisão perpétua. Porém, no dia da proclamação pública desta sentença, na presença dos quatro acusados, Jacques de Molay interrompeu a leitura da sentença e num discurso comovente voltou atrás e rejeitou todos crimes já reconhecidos. Tendo sido acompanhado, neste ato, por apenas um dentre os outros três cavaleiros presentes. Num processo contra heresia, que é o caso, um condenado que reconhece sua culpa e volta atrás torna-se um "herege reincidente", a partir de então ele não merece mais a absolvição da Igreja e passa para o controle da justiça secular, neste caso, o Rei da França, Filipe o Belo. Jacques de Molay e o outro cavaleiro que o acompanhou no discurso foram queimados de maneira sumária na manhã seguinte, a mando do Rei, em Paris, no ano de 1314. A fogueira ocorreu em algum lugar na atual ilha de Saint Louis ou ainda na ilha de Notre Dame.
                O julgamento dos Templários arrastou-se por anos e embora muitos dos seus membros tenham sido condenados e queimados, a ordem em si não foi considerada culpada.
                  A Ordem teve uma extinção formal através da bula papal do Concílio de Vienne, entretanto o destino prático da mesma nos diversos países onde ela se encontrava foi muito variado. Na França ela foi totalmente suprimida e seus bens móveis foram incorporados pela estrutura real, já seus bens imóveis foram transferidos, não sem muito esforço, para a Ordem dos Hospitalários (Ordem Hospitalária de São João de Jerusalém) conforme orientação direta do Papa Clemente V. O destino de seus membros não é muito claro, mas vários deles foram totalmente reintegrados à sociedade inclusive em postos de destaque.
                  Na Inglaterra, Irlanda e Escócia, o destino dos bens materiais foi ligeiramente diferente, pois o Rei da Inglaterra, que inicialmente custou a aceitar a determinação papal e a ação do rei francês, acabou por vislumbrar uma grande oportunidade de aumentar seu patrimônio. Assim, mesmo tendo tratado de maneira branda os membros da Ordem sob sua jurisdição, apossou-se dos bens da Ordem e, em grande parte, ignorou a orientação papal de transferi-los para a Ordem dos Hospitalários. Vários dos Cavaleiros e membros da Ordem Templária, muitos dos quais já fazendo parte da corte inglesa, foram aceitos e integrados aos diversos condados e ducados na Inglaterra, Irlanda e Escócia.
                  Na Península Ibérica, o resultado prático do fim da Ordem foi totalmente diferente. O Papa reconheceu um pedido dos soberanos locais de manter os bens que os Templários mantinham em seus reinados, destinando-os a outras Ordens. Em Portugal foi criada, em 1319, a Ordem de Cristo (em latim,Ordo Militiae Jesu Christi) que teve como seu primeiro Mestre o antigo Mestre Templário em Portugal e que manteve praticamente a mesma estrutura material e hierárquica da ordem anterior, porém sob controle real.
                  Nos reinos de Castela e Aragão os bens foram entregues a ordens já existentes, também ligadas aos reis locais. Vários de seus membros foram automaticamente incorporados às mesmas.
                 Na Alemanha, onde as propriedades da Ordem eram inferiores, embora seus membros tenham recebido um tratamento e julgamento dignos, seus bens foram totalmente incorporados aos Cavaleiros Teutônicos (Cavaleiros Teutônicos do Hospital de Santa Maria de Jerusalém) ou em alemão, Deutscher Ritterorden. Não se tem uma informação precisa sobre o destino de seus membros originais, porém não temos motivo para afirmar que não tenham sido aceitos entre os Teutônicos - cuja rivalidade com os Templários não era a mesma apresentada pelos Hospitalários.
               Quando os Templários passaram a ser perseguidos na França, Portugal recusou-se a obedecer à ordem de prisão dos seus membros. Na verdade os portugueses tinham os Templários em alta conta, já que ajudaram nas guerras de Reconquista que expulsaram os mouros da península Ibérica, e possuíam grande tecnologia de locomoção terrestre e marítima, útil a D. Dinis (1279-1325).
                Após a aniquilação dos Templários na maior parte da Europa, a Ordem continuou em Portugal, como Ordem de Cristo (da qual o Infante D. Henrique foi grão-mestre). Toda a hierarquia foi mantida e na cruz vermelha sobre o pano branco, símbolo templário, foi acrescida uma nova cruz branca em seu centro, simbolizando a pureza da ordem.
                   A Ordem de Cristo herdou todos os bens dos Templários portugueses e desempenhou um papel fulcral nos descobrimentos portugueses. Por um lado, emprestaram recursos para a coroa portuguesa financiar os avanços marítimos, por outro, transmitiu à chamada Escola de Sagres todo o vasto conhecimento que já dispunham sobre navegação após anos singrando o mar Mediterrâneo. Essa ligação íntima explica porque as caravelas portuguesas tinham as suas velas pintadas com a cruz teplária.
             Alguns templários também se dirigiram para a Escócia, onde foram recebidos de bom grado e se incorporaram no exército escocês. A experiência e destreza dos cavaleiros templários foi importante nas batalhas que culminaram com a libertação do país do domínio inglês. Na Escócia tiveram liberdade suficiente para continuar as suas atividades sem ser incomodados pela inquisição da Igreja Católica, tendo-se misturado a fraternidades maçônicas, onde se originou, segunda a lenda, a Franco-Maçonaria.


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O CAVALO TOBIANO

                    




TOBIANO CAPINCHO
Aureliano de Figueiredo Pinto

“Este tobiano de Estância
foi o bicho mais maleva
que o diabo inventou pra um peão!
Zolhos de chancho, cabano,
sargo, coiceiro, aragano,
manoteador e bufão.

Peão que chegasse atrasado
na segunda, mui sovado
da farra pelo rincão
já se sabia - a sua pena
era encilhar o ventana
que ansim mandava o Patrão.”

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                    A origem do cavalo malhado americano, data de 1519, quando o explorador espanhol Herman Côrtes trouxe para o continente americano uma tropa composta de 16 cavalos de guerra, entre os quais havia um branco com malhas escuras no ventre. Do cruzamento deste garanhão malhado com os nativos "mustangs" americanos originaram-se os cavalos "Pinto" e "Paint".
             No Brasil, não há registro de uma data precisa da primeira introdução de animais de pelagem tobiana, mas acredita-se que a pelagem foi introduzida através de alguns poucos cavalos de origem bérbere, trazidos pelos colonizadores portugueses e, principalmente, pelos cavalos holandeses, quando da invasão de Pernambuco.
                  Para os índios cavaleiros das planícies do oeste americano, cavalos manchados tinham muito valor e chegavam a atribuir-lhes poderes quase divinos, pois apresentavam de forma natural o singular colorido, semelhante as pinturas que costumavam realizar no próprio corpo, como ritual de proteção e sorte, antes de partirem para combates ou caçadas. O oeste americano foi desbravado nas patas de cavalos tobianos tornando-se as montarias de preferência dos índios e, particularmente, dos índios "Comanches", famosos pelas suas exímias habilidades como cavaleiros idolatravam os cavalos malhados por acreditar serem os favoritos dos Deuses.
              Os índios americanos e os antigos apreciadores dos cavalos manchados por razões mágicas e míticas ou pura paixão, priorizaram a pelagem à outras características não menos importantes desconsiderando a morfologia e a aptidão para atividades mais específicas(aí talvez a origem do preconceito).
                  Nascido em Sorocaba (SP) em 4 de outubro de 1.795, numa família de fazendeiros, o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar teve uma biografia tumultuada e uma curiosa relação com o RS.
                    Casou-se em 14 de junho de 1.841 com Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos, ex-amante de D. Pedro I.
                Por duas vezes presidente da Província de São Paulo, o brigadeiro Tobias de Aguiar liderou em 1.842 a Revolução Liberal contra o Império ao lado do padre Diogo Antônio Feijó. Com 1.500 homens na chamada Coluna Liberal, partindo de Sorocaba, tentou invadir São Paulo não obtendo sucesso.
              Derrotado o brigadeiro fugiu com seu exército para o Rio Grande do Sul para juntar-se aos farroupilhas. A maioria dos soldados montavam cavalos pampas, inicialmente conhecidos no sul como tobianos. Quando do retorno à São Paulo, estes cavalos passaram a ser gradualmente conhecidos no resto do país como os cavalos dos "Pampas" A palavra, que se generalizou, é utilizada em todo o sul do Brasil, além do Uruguai e Argentina.
             Em Vocabulário Sul-rio-grandense Luiz Carlos de Morais informa:
           “- os gaúchos rio-grandenses cunharam o termo tobiano em homenagem ao guerrilheiro paulista (Tobias de Aguiar) que viera prestar concurso aos soldados de 35 e não aos seus conterrâneos, como afirma o autor do vocabulário Nheengatú. Nós chamamos de tobianos os pampas, usando um brasileirismo em substituição a palavra quichua. Em S. Paulo e alhures a generalização do nome indígena pampeano não cedeu lugar aquele derivado do valente brigadeiro da histórica cidade bandeirante.”
                 Essa afirmação de  Luiz Carlos de Morais também encontra amparo em Afonso A. de Freitas na obra Vocabulário Nheengatú e o general Manoel do Nascimento Vargas, em carta a  Sylvio da Cunha Echenique reforça os dois autores acima nomeados:
               “-Tenho presente o que ouvi de meu Pai, na minha infância, sobre o cavalo tobiano. Dizia ele que esse cavalo havia sido introduzido no Rio Grande por um coronel ou general Tobias que, partindo de Sorocaba, a frente de gente armada com o propósito de auxiliar a revolução farroupilha, trazia na força esses animais. Fora batido, não logrando seu propósito. Forneceu, porém, a origem da pelagem referida, que se propagou no Rio Grande, tendo-o como patrono. Não considero-a como caraterística da nossa raça Crioula. Em minha infância, as pelagens preferidas para o cavalo Crioulo eram a tordilha, e zaina, alazã, moura, pangaré e mais alguma.”
               Em Formação e Evolução das Estâncias Serranas, Aristides Gomes assim afirma sobre o tobiano:
                        “-Já no final da Revolução Farroupilha, o Brigadeiro Rafael Tobias que tentara uma revolta em São Paulo, emigrou para o Rio Grande.Trouxe na sua comitiva diversos animais de pelagem malha-chamava de "pampas" . A animalada crioula do Rio Grande era de variadíssima pelagem mas não existia aqui os tais pampas .
                         Rafael Tobias presenteou alguns reprodutores daqueles ao seu amigo, Dr. Antonio Gomes Pinheiro Machado. Esses animais reproduziram-se espalhando por toda a Província os seus descentes, cujas pelagens eram persistentes. Os campeiros deram-lhes nome de “tobianos", em virtude de terem sido introduzidos aqui Tobias.
                        Entretanto, os tobianos eram considerados cavalos sem resistência e caborteiros. Efetivamente, provinham eles da zona temperada, criados em meio calmo e seriam procedentes dos pesados de Flandres, com temperamento mau.
                        Os crioulos, criados nos rigores do inverno e nos calores verão, correndo em campinas enormes ao lado da égua-mãe e magotes de eguada gaviona, cruzando arroios a nado, banhadais barro à meia-barriga, serranias de pedras, vencendo pelo mais forte à vontade da natureza, castrados e pegados a laço e boleadeiras, para domar, de colmilhos amarelos e vigorosos, eram de temperamento amoldável e ágil, tinham de ser mais resistentes e melhores.
                            Mas, com o cruzamento contínuo, criação livre e os hábitos de domas e arrocino do gaúcho, os tobianos tornaram-se também resistentes, ágeis e tambeirões, confundindo-se com os crioulos.
                             Daí formarem-se belíssimas tropilhas de tobianos pretos, vermelhos, mouros, gateados e outras variações de pelagens. Até pilhas de mulas tobianas existiram, e lindaças.
                              Ainda hoje encontram-se no Estado, embora raras, tropilhas e manadas de tobianos. Diz Pedro Sarciat que, na Argentina, o primeiro Tobiano a entrar teria sido regalado a Don Justo José. Urquisa, a quem somente interessava a pelagem e não as qualidades do cavalo.”
                  Ao longo da história, em diferentes momentos, houveram diferentes razões circunstanciais que determinaram o preconceito à pelagem manchada, no entanto avanço do conhecimento genético na transmissão das pelagens, o rigor dos controles dos registros genealógicos e a importância do treinamento na evolução do cavalo crioulo moderno permite afirmar que se o atual cavalo crioulo perdeu um pouco da  rusticidade certamente ganhou em  beleza e  funcionalidade e o desafio para o crescente número de apreciadores do moderno crioulo tobiano, é buscar a pelagem  priorizando a morfologia e a genética comprovada para a função e assim  reverter o preconceituoso pensamento:
 "  ...  e cavalo tobiano só dá bom por engano".

  

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

PABLO NERUDA

                   Pablo Neruda nasceu em Parral, em 12 de julho de 1904, como Neftalí Ricardo Reyes Basoalto. Era filho de José del Carmen Reyes Morales, um operárioferroviário, e de Rosa Basoalto Opazo, professora primária, morta quando Neruda tinha apenas um mês de vida. Ainda adolescente adotou o pseudônimo de Pablo Neruda (inspirado no escritor checo Jan Neruda), que utilizaria durante toda a vida, tornando-se seu nome legal, após ação de modificação do nome civil.
                       Em 1906 seu pai se transferiu para Temuco, onde se casou com Trinidad Candia Marverde, que o poeta menciona em diversos textos, como "Confesso que vivi" e "Memorial de Ilha Negra", como o nome de Mamadre. Estudou no Liceu de Homens dessa cidade e ali publicou seus primeiros poemas no periódico regional A Manhã. Em 1919 obteve o terceiro lugar nos Jogos Florais de Maule com o poema Noturno Ideal.
                       Em 1921 radicou-se em Santiago e estudou pedagogia em francês na Universidade do Chile, obtendo o primeiro prêmio da festa da primavera com o poema "A Canção de Festa", publicado posteriormente na revista Juventude. Em 1923 publica Crespusculário, que é reconhecido por escritores como Alone, Raúl Silva Castro e Pedro Prado. No ano seguinte aparece pela Editorial Nascimento seus Vinte poemas de amor e uma canção desesperada, no que ainda se nota uma influência do modernismo. Posteriormente se manifesta um propósito de renovação formal de intenção vanguardista em três breves livros publicados em 1936:O habitante e sua esperançaAnéis (em canto nenhum-colaboração com Tomás Lagos) e Tentativa do homem infinito.
                         Em 1927 começa sua longa carreira diplomática quando é nomeado cônsul em Rangum, na Birmânia. Em suas múltiplas viagens conhece em Buenos AiresFederico Garcia Lorca e, em Barcelona, Rafael Alberti. Em 1935, Manuel Altolaguirre entrega a Neruda a direção da revista Cavalo verde para a poesia na qual é companheiro dos poetas da geração de 1927. Nesse mesmo ano aparece a edição madrilenha de Residência na terra.
                          Em 1936, eclode a Guerra Civil espanhola; Neruda é destituído do cargo consular e escreve Espanha no coração. Em 1945 é eleito senador. No mesmo ano, lê para mais de 100 mil pessoas no Estádio do Pacaembu em homenagem ao líder comunista Luís Carlos Prestes. Em 1950 publica Canto Geral, em que sua poesia adota intenção social, ética e política. Em 1952 publica Os Versos do Capitão e em1954 As uvas e o vento e Odes Elementares.
                             Em 1953 constrói sua casa em Santiago, apelidada de "La Chascona", para se encontrar clandestinamente com sua amante Matilde, a quem havia dedicado Os Versos do Capitão. A casa foi uma de suas três casas no Chile, as outras estão em Isla Negra e Valparaíso. "La Chascona" é um museu com objetos de Neruda e pode ser visitada, em Santiago. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Lênin da Paz.
                      Em 1958 apareceu Estravagario com uma nova mudança em sua poesia. Em 1965 lhe foi outorgado o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de OxfordGrã-Bretanha. Em outubro de 1971 recebeu o Nobel de Literatura. Após o prêmio, Neruda é convidado por Salvador Allende para ler para mais de 70 mil pessoas no Estadio Nacional de Chile.
                      Morreu em Santiago em 23 de setembro de 1973, de câncer na próstata. Encontra-se sepultado em sua propriedade particular em Isla NegraSantiago no Chile. Postumamente foram publicadas suas memórias em 1974, com o título Confesso que vivi .
                          Em 1994 um filme chamado Il Postino (também conhecido como O Carteiro e O Poeta ou O Carteiro de Pablo Neruda no Brasil e em Portugal) conta sua história na Isla Negra, no Chile, com sua terceira mulher Matilde. No filme, que é uma obra de ficção, a ação foi transposta para a Itália, onde Neruda teria se exilado. Lá, numa ilha, torna-se amigo de um carteiro que lhe pede para ensinar a escrever versos (para poder conquistar uma bonita moça do povoado).
                            Durante as eleições presidenciais do Chile nos anos 70, Neruda abriu mão de sua candidatura para que Allende vencesse, pois ambos eram marxistas e acreditavam numa América Latina mais justa o que, a seu ver, poderia ocorrer com o socialismo.
                      A MORTE- MISTÉRIOS
                     Quarenta anos depois, a morte do poeta e Prêmio Nobel de Literatura chileno, Pablo Neruda, continua sendo um mistério. Conhecido por suas poesias de amor e sua militância no Partido Comunista, Neruda morreu no dia 23 de setembro de 1973 – duas semanas depois do golpe militar que derrubou o governo socialista de Salvador Allende.
O poeta estava internado na Clínica Santa Maria, em Santiago, a capital chilena, com câncer de próstata, quando o general Augusto Pinochet bombardeou o Palácio La Moneda, levando Allende a cometer suicídio e inaugurando 17 anos de ditadura. Em março passado, seu corpo foi exumado porque existe a suspeita de que a doença não matou Neruda – ele teria sido envenenado por ordem de Pinochet.
                     De acordo com Isabel Allende, em seu livro Paula, Neruda teria morrido de "tristeza" em setembro de 1973, ao ver dissolvido o governo de Allende. A versão do regime militar do ditador Augusto Pinochet (1973-1990) é a de que ele teria morrido devido a um câncer de próstata. No entanto, fontes próximas, como o motorista e ajudante do poeta na época, Manuel Araya, afirmam com insistência que o poeta teria sido assassinado, estando a própria justiça do Chile a contestar a versão oficial sobre a sua morte. Em Fevereiro de 2013, um juiz chileno ordenou a exumação do corpo do poeta, no âmbito de uma investigação sobre as circunstâncias da morte.

                           Encontra-se sepultado na sua propriedade particular em, Isla Negra Santiago, no Chile. Os restos mortais do poeta foram exumados a 08 de abril de 2013 para esclarecer as circunstâncias da sua morte. Segundo a versão oficial, morreu de um agravamento do cancro da próstata a 23 de setembro de 1973, 12 dias depois do golpe de estado perpetrado contra o seu amigo e presidente socialista Salvador Allende. Mas testemunhos recentes puseram em causa essa versão e evocaram um assassinato comandado pela ditadura, para evitar que Neruda se tornasse um opositor de prestígio, eventualmente a partir do exílio. 

                        A denúncia, que levou à exumação do corpo do poeta e amigo de Allende, foi feita pelo motorista e secretário de Neruda, Manuel Araya. Segundo ele, Neruda foi envenenado no hospital, um dia antes de partir para o exílio no México. Ele contou que – apesar de ter sido diagnosticado com câncer de próstata – o poeta não estava à beira da morte. Como prova, disse que Neruda pesava 124 quilos na época e escreveu, até o último momento, seu livro de memórias Confesso Que Vivi.
                    “Neruda ainda tem muito a oferecer e continuamos a apreender com ele”, disse nesse domingo (22) um dos sobrinhos do poeta, em cerimônia para marcar os 40 anos da morte do Premio Nobel de Literatura de 1971. Os resultados das investigações sobre as causas da morte – que estão sendo feitas nos Estados Unidos e na Espanha – devem ficar prontos no próximo mês.
                          Mas este não é o único caso que está sendo investigado. O ex-presidente Eduardo Frei Montalva (1964-1970) teria morrido em 1982 de uma infecção hospitalar na mesma Clínica Santa Maria onde Neruda foi internado. Mas há indicações de que ele teria sido envenenado. 
                       “Os primeiros indícios de que a morte de meu pai era suspeita surgiram em 2000, quando eu era presidente e pude reformar o sistema judicial e reabrir vários processos, fechados na época da ditadura”, disse à Agência Brasil o ex-presidente Eduardo Frei Tagle (1994-2000), filho do ex-presidente Eduardo Frei Montalva. “Começamos a desvendar um capítulo desconhecido, até pouco tempo, da ditadura de Pinochet. Além das execuções e torturas, o regime militar usava produtos químicos para liquidar a oposição”.

                       


A OBRA DE NERUDA.
·         Crepusculario. Santiago, Ediciones Claridad, 1923.
·         Veinte poemas de amor y una canción desesperada. Santiago, Nascimento, 1924.
·         Tentativa del hombre infinito. Santiago, Nascimento, 1926.
·         El habitante y su esperanza. Novela. Santiago, Nascimento, 1926. (prosa)
·         Residencia en la tierra (1925-1931). Madrid, Ediciones del Arbol, 1935.
·         España en el corazón. Himno a las glorias del pueblo en la guerra: (1936- 1937). Santiago, Ediciones Ercilla, 1937.
·         Tercera residencia (1935-1945). Buenos Aires, Losada, 1947.
·         Canto general. México, Talleres Gráficos de la Nación, 1950.
·         Todo el amor. Santiago, Nascimento, 1953.
·         Odas elementales. Buenos Aires, Losada, 1954.
·         Nuevas odas elementales. Buenos Aires, Losada, 1955.
·         Tercer libro de las odas. Buenos Aires, Losada, 1957.
·         Estravagario. Buenos Aires, Losada, 1958.
·         Cien sonetos de amor (Cem Sonetos de Amor). Santiago, Ed. Universitaria, 1959.
·         Navegaciones y regresos. Buenos Aires, Losada, 1959.
·         Poesías: Las piedras de Chile. Buenos Aires, Losada, 1960.
·         Cantos ceremoniales. Buenos Aires, Losada, 1961.
·         Memorial de Isla Negra. Buenos Aires, Losada, 1964. 5 vols.
·         Arte de pájaros. Santiago, Ediciones Sociedad de Amigos del Arte Contemporáneo, 1966.
·         Fulgor y muerte de Joaquín Murieta. Bandido chileno injusticiado en California el 23 de julio de 1853. Santiago, Zig-Zag, 1967. (obra teatral)
·         La Barcaola. Buenos Aires, Losada, 1967.
·         Las manos del día. Buenos Aires, Losada, 1968.
·         Fin del mundo. Santiago, Edición de la Sociedad de Arte Contemporáneo, 1969.
·         Maremoto. Santiago, Sociedad de Arte Contemporáneo, 1970.
·         La espada encendida. Buenos Aires, Losada, 1970.
·         Discurso de Stockholm. Alpigrano, Italia, A. Tallone, 1972.
·         Invitación al Nixonicidio y alabanza de la revolución chilena. Santiago, Empresa Editora Nacional Quimantú, 1973.
·         Libro de las preguntas. Buenos Aires, Losada, 1974.
·         Jardín de invierno. Buenos Aires, Losada, 1974.
·         Confieso que he vivido. Memorias. Barcelona, Seix Barral, 1974. (autobiografia)
·         Para nacer he nacido. Barcelona, Seix Barral, 1977.
·         El río invisible. Poesía y prosa de juventud. Barcelona, Seix Barral, 1980.
·         Obras completas. 3a. ed. aum. Buenos Aires, Losada, 1967. 2 vols.