terça-feira, 9 de setembro de 2014

LEON TOLSTOI

                                         

                                           
1-Tchekov e Tolstoi              2- Tolstoi e Gorki            3- Tolstoi


  Lev Nikolayevich Tolstoi, mais conhecido em português como Leon, Leão ou Liev Tolstoi (em russoЛев Николаевич ТолстойYasnaya Polyana9 de setembro de 1828 — Astapovo20 de novembro de 1910) foi um escritor russo.
Além de sua fama como escritor, Tolstoi ficou famoso por tornar-se, na velhice, um pacifista, cujos textos e ideias contrastavam com as igrejas e governos, pregando uma vida simples e em proximidade à natureza.
Junto a DostoiévskiTurguenievGorki e Tchecov, Tolstoi foi um dos grandes mestres da literatura russa do século XIX. Suas obras mais famosas são Guerra e Paz, sobre as campanhas de Napoleão na Rússia, e Anna Karenina, onde denuncia o ambiente hipócrita da época e realiza um dos retratos femininos mais profundos e sugestivos da Literatura. Morreu aos 82 anos, de pneumonia, durante uma fuga de sua casa, buscando viver uma vida simples.
                                       Liev Nicolaevitch, conde de Tolstoi , nasceu em Yasnaya Polyana (nome da sua casa), que se localiza a 12 km deTula e a 200 km de Moscovo. Era filho de Nicolas Ilyitch, conde de Tolstoi e de Maria Nicolaevna, princesa de Volkonsky.
                                      Com a morte prematura dos pais, foi educado por preceptores. Em 1851, na juventude, o sentimento de vazio existencial levou-o a alistar-se no exército da Rússia. Tal experiência colaboraria para que, mais tarde, se tornasse pacifista.
Durante esta época de sua juventude, Tolstoi bebia muito, perdia muito dinheiro no jogo e dedicava muitas noites a ter encontros com prostitutas. Mais tarde, o velho escritor repudiaria esta fase de sua vida.
                                        No final da década de 1850, preocupado com a precariedade da educação no meio rural, Tolstoi criou em Iasnaia Poliana uma escola, para filhos de camponeses. O escritor mesmo escreveu grande parte do material didático e, ao contrário da pedagogia da época, deixava os alunos livres, sem excessivas regras e sem punições.
                                         Em 1862, casou-se com Sophia Andreievna Bers, com quem teve 13 filhos. Durante 15 anos, dedicou-se intensamente à vida familiar. Porém, o casamento com Sophia seria repleto de distúrbios e brigas. Foi nessa época que Tolstoi produziu os romances que o celebrizaram - "Voina i mir" (Guerra e Paz - 1865/1869) e Anna Karenina. O primeiro consumiu sete anos de trabalho e ambos são considerados grandes obras da literatura mundial.
                                         Embora extremamente bem-sucedido como escritor e famoso mundialmente, Tolstoi atormentava-se com questões sobre o sentido da vida e, após desistir de encontrar respostas na filosofia, na teologia e na ciência, deixou-se guiar pelo exemplo da vida simples dos camponeses, a qual ele considerou ideal. A partir daí, teve início o período que ele chamou de sua "conversão".
                                        Seguindo ao pé da letra a sua interpretação dos ensinamentos cristãos, Tolstoi encontrou o que procurava, cristalizando-se então os princípios que norteariam sua vida a partir daquele momento. O cristianismo do escritor recusou a autoridade de qualquer governo organizado e de qualquer igreja. Criticou também o direito à propriedade privada e os tribunais e pregou o conceito de não-violência. Para difundir suas ideias Tolstoi dedicou-se, em panfletos, ensaios e peças teatrais, a criticar a sociedade e o intelectualismo estéril. Tais ideias postas tão explicitamente causaram confusão nos fãs do famoso escritor e influenciariam um importante admirador: Gandhi, nesta época ainda na África.
                                         Após sua "conversão", Tolstoi deixou de beber e fumar, tornou-se vegetariano e passou a vestir-se como camponês. Jaime de Magalhães Lima que visitou e correspondeu-se com Tolstoi escreveu: “Leão Tolstoi foi um adepto e um apóstolo do vegetarismo. E não é pouco nem insignificante que um tal espírito e tão sublimado coração perfilhasse e praticasse essa doutrina, que a inércia moral e o poder do vício desprezam ou escarnecem na cegueira própria da sua particular estreiteza.” Convencido de que ninguém deve depender do trabalho alheio passou a limpar seus aposentos, lavrar o campo e produzir as próprias roupas e botas. Suas ideias atraíram um séquito de seguidores, que se denominavam "tolstoianos". Decidiu abrir mão de receber os direitos autorais dos livros que viria a escrever, só voltou a querer utilizar este dinheiro quando precisou angariar fundos para transportar para o Canadá uma comunidade de camponeses perseguidos pelo governo.
                                        Tolstoi chegou a ser vigiado pela polícia do czar. Devido a suas ideias e textos, foi excomungado pela Igreja Ortodoxa russa, em 1901. Alguns de seus amigos e seguidores foram também exilados. Tolstoi somente não foi preso porque era adorado em todo o mundo como um dos maiores nomes da arte de seu tempo.
Tolstoi, porém, não conseguia alcançar a simplicidade em que acreditava. Sua família, especialmente a mulher Sophia, cobrava-lhe os luxos e riquezas aos quais estavam acostumados. Os filhos davam razão a mãe, a quem Tolstoi amava e que ameaçava se matar quando o escritor fazia menção de abandonar a casa.
                                    Sophia, que havia lhe dedicado a vida, cobrava que o escritor deixasse para ela, em testamento, os direitos autorais das obras que fez na fase final de sua vida. Tolstoi, por sua vez, elaborou um testamento secreto, no qual passaria todos os direitos autorais a um tolstoiano de nome Chertkov, que tornaria sua obra pública.
                                   Aos 82 anos de idade, Tolstoi decide, enfim, fugir de casa e abandonar a família para largar aquela vida na qual ele não mais acreditava,para levar uma vida simples e feliz sem riqueza.
Durante alguns dias a fuga foi um sucesso. Nos trens e nas estações por que passava, Tolstoi era reconhecido por todos, já que era o homem mais famoso da Rússia. Porém, devido a sua preferência em viajar em vagões de terceira classe, onde havia frio e fumaça, o já debilitado escritor contraiu uma pneumonia, que foi agravando rapidamente. No dia 20 de novembro de 1910, o velho escritor morreu durante a fuga, de pneumonia, na estação ferroviária de Astapovo, província de Riazan.
                                  O trem funerário que trazia seu corpo foi recebido por camponeses e operários que viviam próximos à propriedade dos Tolstoi.
Seu caixão foi carregado seguido por uma multidão de 3 a 4 mil pessoas. O número teria sido ainda maior se o governo de São Petesburgo não tivesse proibido a vinda de trens especiais de Moscou para o enterro do escritor. Sua morte foi noticiada nos principais jornais do mundo. Encontra-se sepultado em sua casa emYasnaya PolyanaOblast de Tula na Rússia.
                                        Para Tolstoi, os Estados, as igrejas, os tribunais e os dogmas eram apenas ferramentas de dominação de uns poucos homens sobre outros, porém repudiava a classificação de seus ideais como sendo anarquistas. Foi citado pelo escritor anarquista russo Piotr Kropotkin no artigo Anarquismo da Enciclopédia Britânica de 1911 e alguns pensadores o consideram como um dos nomes do Anarquismo cristão. Outra aproximação com o anarquismo se deu em 1862, quando Tolstoi, em viagem pela Europa, visitou o autor anarquista Proudhon. Este estava a escrever um texto chamado "La guerre et la paix", cujo título Tolstoi propositalmente utilizou em seu maior romance.
                                         O escritor não acreditava em guerras e revoluções violentas como solução para quaisquer problemas, mas sim em revoluções morais individuais que levariam às verdadeiras mudanças. Afirmava que suas teses se baseavam na vida simples e próxima à natureza dos camponeses e no evangelho e não nas teorias sociais de seu tempo.
                                       Apesar de afirmar ter-se convertido no último período de sua vida e de renegar seus trabalhos mais famosos, encontram-se nestes mesmos textos diversas referências sobre a busca do autor por uma vida simples e próxima à natureza. Segundo o escritor George Woodcock em "A História das ideias e movimentos anarquistas", em todos os romances que Tolstoi escreveu quando mais novo, ele "considera a vida tanto mais verdadeira quanto mais próxima da natureza".
                                       Vários foram os personagens criados nesta época que representavam o ideal de vida simples e natural. Em "Os Cossacos" são os camponeses meio selvagens de uma área remota do Cáucaso; Em Guerra e Paz é o personagem Platão que é descrito no livro como a personificação da verdade e da simplicidade: "Suas palavras e ações brotam dele com a mesma espontaneidade que o aroma brota da flor". Em Anna Karenina outro camponês, também chamado Platão, é o símbolo desta aspiração de Tolstoi.
                                    Ainda antes, na infância, Tolstoi alimentava, junto aos irmãos, um sonho de fraternidade total. Eles acreditavam que o círculo fraterno que formavam poderia ser expandido e englobar a humanidade inteira, eliminando todos os problemas. O local onde esta utopia foi idealizada, sob a sombra de uma árvore em um bosque da Rússia, é o local onde foi enterrado Tolstoi, conforme ele pedira, e também mais um seu irmão.
                                 Tolstoi ficou famoso por ser um pacifista. Nas palavras de Gandhi, com quem Tolstoi trocou correspondência, o escritor foi o maior "apóstolo da não-violência". No livro "O Reino de Deus está em vós", Tolstoi baseia-se no Sermão da Montanha para afirmar que não se deve resistir ao mal utilizando-se do próprio mal.
                                    No mesmo livro, continuando seu raciocínio pacifista, o escritor afirma ser contrário ao serviço militar obrigatório (e ao militarismo como um todo). Ele também defende e exalta povos como os Quakers, que buscam a simplicidade, a autonomia e não utilizam de violência. dominante no seu país, depois de tanto criticá-la. O escritor entendia como dogmas irracionais, que serviam para dominar o povo, alguns dos conceitos mais caros à Igreja. Considerava e seguia a doutrina de Jesus, mas achava impossível, por exemplo, que Jesus pudesse ser um homem e Deus, ao mesmo tempo. Para Tolstoi, Deus estava nas próprias pessoas e em suas ações e Jesus teria sido, para ele, o homem que melhor soube exprimir uma conduta moral que gerasse justiça, felicidade e elevasse espiritualmente a todos os homens.
Seu cristianismo exacerbado, no fim de sua vida, assemelhava-se ao cristianismo primitivo. Em alguns trabalhos publicados, seus textos foram muito mais longe que suas atitudes pessoais, como em "Sonata a Kreutzer", que mostra uma tendência a exaltar o celibato, porém o escritor ainda teve filhos depois desta obra. Pouco antes de sua morte, seus amigos o aconselharam a se retratar com a Igreja, este porém, recusou-se.
Suas principais obras:

Adolescência (1854)
Juventude (1856)
Crônicas de Sebastopol (1855-1856)
A felicidade conjugal (romance, 1858)
Cossacos (romance, 1863) - descreve a vida deste povo.
Guerra e Paz (romance, 1865-1869) - é uma monumental obra, na qual Tolstoi descreve dezenas de diferentes personagens durante a invasão napoleônica de 1812, na qual os russos incendiaram Moscou ou Moscovo.
Anna Karenina (romance, 1875-1877) - conta as histórias paralelas de uma mulher presa nas convenções sociais e um proprietário de terras filósofo (reflexo do próprio Tolstoi), que tenta melhorar a vida dos seus servos.
Confissão (1882)
O reino de Deus está em vós (ensaio, 1894)
A morte de Ivan Ilitch (romance, 1886)
A sonata a Kreutzer (romance, 1889)
O que é arte? (ensaio, 1898)
Padre Sérgio (conto, 1898)
Ressurreição (romance, 1899)
Babine - o parvo (peça de teatro infantil)
Não posso me calar
Hadji Murat (romance, escrito entre 1896 e 1904, publicado em 1912)
Contos populares
O Diabo e Outras Histórias (compilação de contos)
Falso Cupom (conto, 1904)
Contos da Nova Cartilha - 2005 (fábulas, histórias verídicas, contos folclóricos, contos maravilhosos para crianças)
Kholstomér, a História de um Cavalo
Carta para um hindu, 1908
Calendário da Sabedoria, 1910
Ensaios e cartas, 1911 (edição inglesa: Essays and letters, Oxford University Press, 1911)


Fonte-Wilkipédia

sábado, 6 de setembro de 2014

5ª TERTÚLIA MAÇÔNICA DA POESIA GAÚCHA


                                 A ordem maçônica tem participação ativa nos segmentos sociais e profissionais. Nesse contexto surgiu em Porto Alegre, o Piquete Tradicionalista Fraternidade Gaúcha, composto em sua maioria por membros do Grande Oriente do Rio Grande do Sul (GORGS), e hoje contempla membros da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Sul (GLMERGS) e do Grande Oriente do Brasil –RS(GOB-RS).
                                
                               O Fraternidade Gaúcha, assim como o Mala de Garupa, sendo este último da Grande Loja, são entidades voltadas para a divulgação das tradições gaúchas, que têm como princípio o culto aos usos e costumes do povo gaúcho. Dentre as atividades do Piquete Fraternidade Gaúcha, está a realização da Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula. Esse evento é um dos três festivais do gênero no Estado. Os outros ocorrem em Osório e Caxias do Sul.
                              
                                  A proposta inicial do Festival era aproximar a família maçônica do culto aos costumes Rio-grandenses através da arte poética. Em razão do sucesso apresentado pela Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula, a partir de sua terceira edição o evento foi aberto ao público em geral, incluindo a participação de poetas, músicos e declamadores não maçons. 
                                 O Festival ocorreu na noite de 30 de agosto no Teatro Dante Baroni da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul e teve os seguintes premiados:

CATEGORIA MAÇÔNICA

 

Melhor Tema Maçônico: NO PRINCÍPIO... ESPADA E VERBO
Autor: Moisés Silveira de Menezes
Melhor Amadrinhador: Henrique Arboitte Torrel de Bail-Trilha sonora do poema No Princípio ...Espada e Verbo
 Melhor Declamador: Paulo Roberto Vargas.Recitou o poema Enigma dos Cerros

1º LUGAR: ENIGMA DOS CERROS 

Autor: José Carlos Andrade Pereira (Curitiba)

Declamador: Paulo Roberto Vargas

Amadrinhador: Valdir Verona


2º LUGAR: NO PRINCÍPIO... ESPADA E VERBO

Autor: Moisés Silveira de Menezes (São Pedro do Sul)

Declamador: Leandro Araújo(Porto Alegre)

Amadrinhador: Henrique Arboitte Torrel de Bail (São Pedro do Sul)


3º LUGAR: UM PEÃO DE OUTRO ORIENTE 

Autor: Luis Lopes de Souza (Passo Fundo)

Declamador: Paulo Ricardo dos Santos

Amadrinhador: Lieverson Perin (Toco Soledade)

 

 

 

CATEGORIA NÃO MAÇÔNICA


Melhor Amadrinhador: Gustavo Campos
Melhor Declamador: Romeu Weber


1º LUGAR: A PALAVRA 

Autor: Cristiano Ferreira Pereira (Santana do Livramento)

Declamador: Romeu Weber

Amadrinhador: Cláudio Silveira


2º LUGAR: CERRAÇÃO

Autor: Carlos Omar Villela Gomes (Uruguaiana)

Declamadora: Liliana Cardoso

Amadrinhador: Geraldo Trindade


3º LUGAR: ME ARRENEGUEI 

Autor: Caine Teixeira Garcia (Bagé)

Declamador: Jair Silveira

Amadrinhador: Gustavo Campos


 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

5ª TERTÚLIA MAÇÔNICA


A ordem maçônica tem participação ativa nos segmentos sociais e profissionais. Nesse contexto surgiu em Porto Alegre, o Piquete Tradicionalista Fraternidade Gaúcha, composto em sua maioria por membros do Grande Oriente do Rio Grande do Sul (GORGS), e hoje contempla membros da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Sul (GLMERGS) e do Grande Oriente do Brasil – RS (GOB-RS).
O Fraternidade Gaúcha, assim como o Mala de Garupa, sendo este último da Grande Loja, são entidades voltadas para a divulgação das tradições gaúchas, que têm como princípio o culto aos usos e costumes do povo gaúcho. Dentre as atividades do Piquete Fraternidade Gaúcha, está a realização da Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula. Esse evento é um dos três festivais do gênero no Estado. Os outros ocorrem em Osório e Caxias do Sul.
A proposta inicial do Festival era aproximar a família maçônica do culto aos costumes Rio-grandenses através da arte poética. Em razão do sucesso apresentado pela Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula, a partir de sua terceira edição o evento foi aberto ao público em geral, incluindo a participação de poetas, músicos e declamadores não maçons. 
A Comissão de Triagem da 5ª Tertúlia Maçônica da Poesia Crioula composta por integrantes da Estância da Poesia Crioula, após duas reuniões e análise de 236 poemas inscritos, selecionou 12 (relacionados abaixo) que se apresentarão no dia 30 de agosto no Teatro Dante Baroni da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. Desnecessário é ressaltar o grau de dificuldade enfrentado por esta Comissão devido, principalmente, a qualidade dos concorrentes. Com os poemas que ficaram ausentes desta escolha daria para se realizar mais dois ou três festivais da mais alta envergadura. Isto só denota o alto nível poético de nossa querência gaúcha.      

5ª TERTÚLIA MAÇÔNICA DA POESIA CRIOULA
Poemas Classificados(na ordem de apresentação)

CATEGORIA CONCORRENTE MAÇOM
1- UM TRIBUTO A XIRUZINHOAutor: José Estivalet Loja: Adayr Paulo Modena 245 (Porto Alegre)
2 – DAS LEMBRANÇAS QUE TRAGOAutor: Elomar Luiz ParizottoLoja: Liberdade e Progresso (Soledade)
3 – ENIGMA DOS CERROSAutor: José Carlos Andrade PereiraLoja: Fraternidade Universal Nº 70 (Curitiba)
4 – NO PRINCÍPIO... ESPADA E VERBOAutor: Moisés Silveira de MenezesLoja: Remanso (São Pedro do Sul)
5 – UM PEÃO DE OUTRO ORIENTEAutor: Luis Lopes de SouzaLoja: Cavaleiros da Arte Real Nº 3885 (Passo Fundo)
6 – AS TRÊS COLUNASAutor: Rodrigo BauerLoja: Cel. Aparício Mariense da Silva (São Borja)

CATEGORIA CONCORRENTE NÃO MAÇOM

1 – ME ARRENEGUEIAutor: Caine Teixeira Garcia(Bagé)
2 – CERRAÇÃOAutor: Carlos Omar Villela Gomes(Uruguaiana)
3 – MILONGA DEL APARTAOAutores: Cristiano Medeiros e Adriano Medeiros (Lages/SC)
4 – UM DIA DESSES....Autores: Anderson Fonseca, Paulo Ricardo Costa e Ari Pinheiro(Encruzilhada do Sul – São Francisco de Assis - Jaguari)
5- A PALAVRAAutor: Cristiano Ferreira Pereira(Santana do Livramento)
6 – O ÚLTIMO RETIRANTEAutor: Adão Quevedo(São Lourenço do Sul)

Comissão Avaliadora:

Alberto Sales, Rodrigo Borges Bueno, Rodrigo Canani Medeiros, Carlos Homrich e Getúlio Silva.


sábado, 21 de junho de 2014

ROSE MARIE MURARO

                                                                               



                              (Rio de Janeiro11 de novembro de 1930 - Rio de Janeiro21 de junho de 2014) foi uma intelectual e feminista brasileira. Nasceu praticamente cega, sua personalidade singular deu-lhe força e determinação suficientes para tornar-se uma das mais brilhantes intelectuais de nosso tempo.
                            Estudou Física, foi escritora e editora. Publicou livros polêmicos, contestadores e inovadores dos valores sociais modernos. Nos anos 70, foi uma das pioneiras do movimento feminista no Brasil. Nos anos 80, quando a Igreja adotou uma postura mais conservadora, passou a ser perseguida pelos ideais. A atuação intensa no mercado editorial é fruto de uma mente libertária cuja visão atenta da sociedade pode ser comparada a de muito poucos intelectuais da atualidade.
                    As idéias refletem-se na vida pessoal desta mulher notável; há pouco tempo, Rose Marie Muraro desafiou os próprios limites quando, aos 66 anos, recuperou a visão com uma cirurgia e viu seu rosto pela primeira vez. "Sei hoje que sou uma mulher muito bonita."
                       Oriunda duma das mais ricas famílias do Brasil nos anos 1930/40, aos 15 anos, com a morte repentina do pai e consequentes lutas pela herança, rejeitou sua origem e dedicou o resto da vida à construção de um novo mundo: mais justo, mais livre. Nesse mesmo ano conheceu o então padre Helder Câmara e se tornou membro de sua equipe. Os movimentos sociais criados por ele nos anos 40 tomaram o Brasil inteiro na década seguinte. Nos anos 60, o golpe militar teve como alvo não só os comunistas, mas também os cristãos de esquerda.
                         A Editora Vozes foi um capítulo à parte na vida de Rose. Lá, trabalhou com Leonardo Boff durante 17 anos e das mãos de ambos nasceram os dois movimentos sociais mais importantes do Brasil, no século XX: o movimento de emancipação das mulheres e a teologia da libertação - até hoje, base da luta dos oprimidos. Nos anos 80, presenciou a virada conservadora da Igreja. E em 1986, Rose e Boff foram expulsos da Vozes, por ordem do Vaticano. Motivo: a defesa da teologia da libertação, no caso de Boff e a publicação, por Rose, do livro Por uma erótica cristã.
                         Rose Marie Muraro foi eleita, por nove vezes, A Mulher do Ano. Em 1990 e 1999, recebeu, da revista Desfile, o título de Mulher do Século. E da União Brasileira de Escritores, o de Intelectual do Ano, em 1994. O trabalho de Rose, como editora, foi um marco na história da resistência ao regime militar. Devido a este trabalho, recebeu, do Senado Federal, o Prêmio Teotônio Vilela, em comemoração aos 20 anos da anistia no Brasil.
                    Foi palestrante nas universidades de Harvard e Cornell, entre tantas outras instituições de ensino americanas, num total de 40. Editou até o ano 2000 o selo Rosa dos Tempos, da Editora Record.
                    Foi cidadã honorária de Brasília (2001) e de São Paulo (2004). Ganhou o Prêmio Bertha Lutz (2008), e principalmente, pela Lei 11.261 de 30/12/2005 passada pelo Congresso Nacional foi nomeada Patrona do Feminismo Brasileiro.
A OBRA:
·         EDUCANDO MENINOS E MENINAS PARA UM MUNDO NOVO (2007)
·         HISTORIA DO MASCULINO E DO FEMININO (2007)
·         UMA NOVA VISAO DA POLITICA E DA ECONOMIA (2007)
·         HISTORIA DO MEIO AMBIENTE (2007)
·         PARA ONDE VAO OS JOVENS (2007)
·         A MULHER NA CONSTRUÇAO DO FUTURO (2007)
·         O QUE AS MULHERES NAO DIZEM AOS HOMENS (2006)
·         DIALOGO PARA O FUTURO (2006)
·         MAIS LUCRO (2006)
·         ESPIRITO DE DEUS PAIROU SOBRE AS AGUAS (2004)
·         POR QUE NADA SATISFAZ AS MULHERES E OS HOMENS NAO (2003)
·         UM MUNDO NOVO EM GESTAÇÃO (2003)
·         AMOR DE A A Z (2003)
·         A PAIXAO PELO IMPOSSIVEL (2003)
·         FEMININO E MASCULINO (2002)
·         AS MAIS BELAS ORAÇOES DE TODOS OS TEMPOS (2001)
·         TEXTOS DA FOGUEIRA (2000)
·         A ALQUIMIA DA JUVENTUDE (1999)
·         MEMORIAS DE UMA MULHER IMPOSSIVEL (1999)
·         AS MAIS BELAS PALAVRAS DE AMOR (1996)
·         SEXUALIDADE DA MULHER BRASILEIRA (1996)
·         SEIS MESES EM QUE FUI HOMEM (1993)
·         A MULHER NO TERCEIRO MILENIO (1993)
·         POEMAS PARA ENCONTRAR DEUS (1990)
·         (Fonte-Wilkipedia)

segunda-feira, 7 de abril de 2014

MARAGATO







                   Denominação dada ao revolucionário ou partidário da revolução rio-grandense de 1893, adepto do credo político pregado por Gaspar da Silveira Martins e adversário do partido então dominante, chefiado por Júlio Prates de Castilhos. Revolucionário ou partidário da revolução rio-grandense de 1923, adepto do partido liderado por Joaquim Francisco de Assis Brasil e contrário a Antônio Augusto Borges de Medeiros, governador do Estado.
                     Na província de León, Espanha, existe uma comarca denominada Maragateria, cujos habitantes têm o nome de maragatos, e, que, segundo alguns, é um povo com hábitos de andarilhar de um ponto a outro, com cargueiros, vendendo e comprando, foram os primeiros correios da Espanha e hábeis na arte de selaria e correaria.Seriam oriundos da cidade de Maraghat às margens do Nilo e fizeram parte da Cavalaria de Tarique na conquista Árabe.
                     Aos naturais da cidade de São José, no Estado Oriental do Uruguai, dão neste país o nome de maragatos, talvez porque os seus primeiros habitantes fossem descendentes de maragatos espanhóis. Pelo fato de os rebeldes em suas excursões irem levantando e conduzindo todos os animais que encontravam, tendo apenas bagagens ligeiras, cargueiros, etc. Como os da Maragateria e porque (com exceções) suspendiam com o que encontravam em suas correrias, aplicou-se lhes aquela denominação, que aliás eles retribuíram com outras não menos delicadas aos republicanos, a despeito da correção em geral observada por estes em toda a luta." (Romaguera).
                   "Ainda hoje (l897), que 11 séculos são decorridos, os maragatos constituem um nódulo distinto no meio da população lionesa. São ainda os bérberes antigos: usam a cabeça raspada, com uma mecha de cabelo na parte posterior; falam uma linguagem que não é bem castelhana, a qual apresenta uma pronúncia arrastada, dura e lenta, e são geralmente arredios." (Oliveira Martins, apud Vocabulário Sul-rio-grandense, P.A., Globo, 1964, p. 289).
                  "Trouxera consigo, além do irmão Aparício, um grupo de maragatos do Departamento de S. José, nome por que eram conhecidos os imigrantes de certa região da Espanha, e, que, pelo prestígio do chefe, se estendeu a todos os rebeldes da Revolução Federalista e até, posteriormente, a qualquer adversário da situação castilhista do Rio Grande." (Arthur Ferreira Filho, Revoluções e Caudilhos, 2a ed., Passo Fundo, p. 34).
             "J. F. de Assis Brasil, o velho líder político maragato, lança "A Atitude do Partido Democrático Nacional na Crise da Sucesso Presidencial do Brasil", um trabalho que merece ser lido e meditado" (Pedro Leite Villas-Bôas, Um Quarto de Século de Literatura Rio-Grandense - 1929-1954", in Revista da Academia Rio-Grandense de Letras, n9 I, P.A., 1980, p. 125).
"Velho tropeiro Vicente,
que amas tuas origens...
fibra de velhas raizes,
em solo duro e ingrato.
Teimoso remanescente
duma raça em extinção...
És caudilho maragato
sem armas nem munição,
peleando valentemente
na defesa deste chão!"
(Cardo Bravo, Rebeldia, poema).



RAÍZES BEDUÍNAS PARA O CANTO GAÚCHO
Moisés Silveira de Menezes

Livre, surgiu no deserto
tripartido por amor
à tenda, à lança, ao cavalo.
Nômade, migrou no rumo
que lhe apontava a inquietude
na sina eterna de andar.
Inconforme o sangue bérbere
o faz aportar na Europa
pra fazer história e Pátria
ao comando de Tarique.

Maraghat, margem esquerda
do grande rio solitário
berço dos avoengos
os que de lança e guitarra
traziam desertos no olhar
sob tormentos de cascos.
Os estandartes do Islã
conquistam o Velho Mundo
fazendo casa e quintal
nos altíplanos da Ibéria.

Por quase oitocentos anos
beduínos ensinamentos
modificaram a paisagem,
artes, costumes, crenças.
Surge a Espanha sarracena,
fulguram raios de Allambra, 
lendas, miragens, visões,
lindas moiras encantadas
cantam os cantos dolentes
dos poetas de Sevilha.

No silêncio das montanhas,
fixada a alma errante,
vai dar vazão aos encantos
das velhas canções mouriscas
na plagência das guitarras.
O tempo o vai esculpindo
sem olvidar velhas crenças
e um guerreiro libertário
vai-se forjando “al despacio”
no contraponto dos dias.

Por instinto e disnatia
cruzou as distintas raças
que foi montando a lo largo.
Mais tarde, Mendonza trouxe
pra pampa sul-ameríndia,
da cruza moura-andaluz,
os potros que alaram homens
que honraram a cor do lenço
e amaram belas mulheres
no intermédio das guerras.

Entre Astorga y El Teleno
Leão, província espanhola
se aquerenciaram aos poucos.
Bombachas largas, vistosas,
jalecos, faixas bordadas,
botas altas e sombreros,
chasqueiros por profissão.
Arrieiros vagos, no entanto
migram por campos e mares
rumo ao sul americano.

Uruguay – la pátria nueva
del señor de lo desierto.
Alli, el gaúcho maragato
aparició en San José,
fita roja en el sombrero
con divisas de muy lejos
“por mi pátria”, “por mi amor”,
“Todo por la libertad”
debajo de un cielo azul
con los sueños por delante.

Argentina, pampa larga,
Também recebe “el moruno”,
cavalgando a “la jineta”
um flete, olhos de águia
força de ventos e rios.
La tierra Sul ameríndia
templó aun más su carácter
payador y guitarrero
fuerza y aliento de gigante
corazon y alma de ñandubay.

93, clarinadas
cavalarias em carga
espadas em mãos de ferro
lendárias “divisas rojas”
nas hostes de Gumercindo
invadem a pampa gaúcha
de à cavalo entram na história
viram lendas, causos, mitos,
la gente noble y valiente
rio grandense e maragata.

Nos tempos claros de paz
andejos cruzam os campos
dois idiomas para ‘el gaúcho’
três bandeiras, um só canto.
Habitam cifras, milongas
no bojo das andaluzas
que sonorizam a pampa
como a quebrar o encanto
da moura da Salamanca
que se escondeu no Jarau.
               Na época da revolução, os republicanos legalistas usavam esta apelação como pejorativa, atribuindo-lhes propósitos mercenários. A realidade oferecia alguma base para essa assertiva — o caudilho estrategista brasileiro Gumercindo Saraiva, um dos líderes da revolução, havia entrado no Rio Grande do Sul vindo do Uruguai pela fronteira de Aceguá (Uruguai), no Departamento de Cerro Largo, comandando uma tropa de 400 homens entre os quais estavam uruguaios descendentes de antigos maragatos com seus tradicionais lenços e fitas vermelhas. A família de Gumercindo, embora de origem portuguesa, possuía campos em Cerro Largo.
                   No entanto, dar esse apelido aos revolucionários foi um tiro que saiu pela culatra. A denominação granjeou simpatia. Os próprios rebeldes passaram a se denominar "maragatos", e chegaram a criar um jornal que levava esse nome, em 1896.
                     Aos poucos este termo foi sendo usado para designar todos os revolucionários que usavam como símbolo o lenço vermelho ao pescoço. Os guerrilheiros que lutaram a favor do governo usavam o lenço branco (mais raramente o verde) e usavam às vezes uma farda azul com gorro da mesma cor encimado por uma borla vermelha. Por isso, foram chamados de Pica-paus.

               Muitos historiadores afirmam que a conquista da Ibéria, politicamente foi árabe, mas militarmente foi berbere e isso deve a célebre cavalaria berbere comandada por Tariq Ibn Ziyad:

             " Oh meus guerreiros, para onde vocês poderão fugir? Atrás de vocês é o mar, diante de vós, o inimigo. Vocês deixaram agora só a esperança da vossa coragem e constância. Lembrem-se que neste país vocês são mais infelizes do que o órfão sentado à mesa do senhor avarento. Seu inimigo estão diante de vocês, protegido por um inumerável exército, ele tem homens em abundância, mas vocês, como única ajuda, tem suas próprias espadas e, com elas uma única chance para a vida, a qual devem arrebatar das mãos de vossos inimigos. Se vocês atrasarem para aproveitar o sucesso imediato, a boa sorte irá desaparecer, e seus inimigos, a quem suas presenças encheu de medo, terão coragem. Coloque longe de vocês a desgraça da qual se fugir em sonhos, e atacar este monarca que deixou sua cidade muito bem fortificada. Aqui está uma excelente oportunidade para derrotá-lo, se vocês concordarem em expor-se livremente à morte. Não acreditem que eu desejo incitar vocês a enfrentar perigos que eu me recuse a compartilhar com vocês. Durante o ataque eu mesmo estarei em primeiro plano, onde a chance de vida é sempre menos. " (Tariq Ibn Ziyad em discurso a sua celebre cavalaria berbere depois de desembarcar na Ibéria e queimar os navios).